Leva-me...
Ela levou-o até à porta. Sorriram mutuamente, nervosos e incomodados. Abriu-lhe a porta, ele deu alguns passos a diante e virou-se, dizendo-lhe:
- Obrigado por hoje! Tivemos uma tarde muito... agradável!
Ela baixou a cabeça, retraindo-se atingida pelo simples e contagiante sorriso dele. Cerrou os olhos em sinal de aprovação e agradecimento, ao que ele respondeu com um doce gracejo. Perdendo talvez alguma pressão e desconforto perante o rapaz, acabou por se empoleirar nele em bicos de pés, agrrou firmemente a suave face do jovem dando um beijo ruidoso na testa.
Mantiveram-se breves segundos nesta posição, calados, até que ela, sentindo a respiraçao quente e demorada dele no seu pescoço, foi descendo hesitante.
-Então.. Vou andando, não quero chegar muito tarde a casa.
-Claro, claro...
Beijaram-se descompostamente na cara. O rapaz foi recuando enquanto batia ritmicamente com as mãos nos bolsos, realçando o som das chaves e de algum dinheiro quebrando o silêncio cortante que os evolvia.
Ele foi-se afastando por entre árvores, curvas e esquinas. Quanto mais longe se encontrava mais ela sentia a tristeza, a saudade e o inconformismo em si. O seu coração apertou, sentiu uma profunda dor e acabou por desistir de lutar contra isso! Apenas se deixou ficar ali, de cabeça encostada à porta, pensando naquela tarde que por muito especial, houvera sido duramente roubada pelo medo...
Já sem o rasto dele, ela acabou por derramar uma grossa lágrima e empurrou a porta a fim de a fechar, mas uma rajada de vento impede fortemente. Limpando as gotas salgadas, combate contra o vento quando, num acto distraído, vê que o obstáculo vai muito para além daquilo que imaginava. Espreitando pela frincha da porta viu um pé que negava que esta se encerrasse. A rapariga recuava curiosa , com algum receio confessam os seus olhos! Então eke surge de novo, mais seguro. Ela, continuando com um certo medo, encostou-se a um canto de sofá, olhando-o, vendo-o cada vez mais proximo de si. Tornou-se fraca e impotente...
Sem pronunciar uma única palavra, ele chegou até ela, removeu carinhosamente o cabelo da cara da bela rapariga e agarrou-a pela cintura. Ela, deixando-se levar, soltou-se e entregou-se totalmente ao corpo másculo, acarinhando o pesoço alto e definido daquele que a enlaçava. Tornaram-se um só! Ele, rapido mas sempre amorosamente, cortou o beijo. Lançou-lhe um sorriso ternurento e disse:
- Agora vou...
- Não, não me deixes aqui, por favor! - implorava ela, apertando os punhos.
Ele sorriu, aproximou-se, pegou na sua mão suave, beijou-a e dando-lhe umas últimas carícias murmurou:
- Eu vou-te levar comigo...
Soltou a mão dela, trilhou caminho, fechando a porta atrás de si... Fechando tambem um dia, um momento, um segundo que seja... Ela ficou ali, passando os dedos trémulos pelos lábios secos e cerrados, vertendo lágrimas que lhe secavam a alma!...
este texto é para a minha mamy jojo, a minha verdadeira fonte de inspiração : D
********bailarina :D <3
- Obrigado por hoje! Tivemos uma tarde muito... agradável!
Ela baixou a cabeça, retraindo-se atingida pelo simples e contagiante sorriso dele. Cerrou os olhos em sinal de aprovação e agradecimento, ao que ele respondeu com um doce gracejo. Perdendo talvez alguma pressão e desconforto perante o rapaz, acabou por se empoleirar nele em bicos de pés, agrrou firmemente a suave face do jovem dando um beijo ruidoso na testa.
Mantiveram-se breves segundos nesta posição, calados, até que ela, sentindo a respiraçao quente e demorada dele no seu pescoço, foi descendo hesitante.
-Então.. Vou andando, não quero chegar muito tarde a casa.
-Claro, claro...
Beijaram-se descompostamente na cara. O rapaz foi recuando enquanto batia ritmicamente com as mãos nos bolsos, realçando o som das chaves e de algum dinheiro quebrando o silêncio cortante que os evolvia.
Ele foi-se afastando por entre árvores, curvas e esquinas. Quanto mais longe se encontrava mais ela sentia a tristeza, a saudade e o inconformismo em si. O seu coração apertou, sentiu uma profunda dor e acabou por desistir de lutar contra isso! Apenas se deixou ficar ali, de cabeça encostada à porta, pensando naquela tarde que por muito especial, houvera sido duramente roubada pelo medo...
Já sem o rasto dele, ela acabou por derramar uma grossa lágrima e empurrou a porta a fim de a fechar, mas uma rajada de vento impede fortemente. Limpando as gotas salgadas, combate contra o vento quando, num acto distraído, vê que o obstáculo vai muito para além daquilo que imaginava. Espreitando pela frincha da porta viu um pé que negava que esta se encerrasse. A rapariga recuava curiosa , com algum receio confessam os seus olhos! Então eke surge de novo, mais seguro. Ela, continuando com um certo medo, encostou-se a um canto de sofá, olhando-o, vendo-o cada vez mais proximo de si. Tornou-se fraca e impotente...
Sem pronunciar uma única palavra, ele chegou até ela, removeu carinhosamente o cabelo da cara da bela rapariga e agarrou-a pela cintura. Ela, deixando-se levar, soltou-se e entregou-se totalmente ao corpo másculo, acarinhando o pesoço alto e definido daquele que a enlaçava. Tornaram-se um só! Ele, rapido mas sempre amorosamente, cortou o beijo. Lançou-lhe um sorriso ternurento e disse:
- Agora vou...
- Não, não me deixes aqui, por favor! - implorava ela, apertando os punhos.
Ele sorriu, aproximou-se, pegou na sua mão suave, beijou-a e dando-lhe umas últimas carícias murmurou:
- Eu vou-te levar comigo...
Soltou a mão dela, trilhou caminho, fechando a porta atrás de si... Fechando tambem um dia, um momento, um segundo que seja... Ela ficou ali, passando os dedos trémulos pelos lábios secos e cerrados, vertendo lágrimas que lhe secavam a alma!...
este texto é para a minha mamy jojo, a minha verdadeira fonte de inspiração : D
********bailarina :D <3


1 Comments:
At 5:50 AM,
Joana. said…
Oh my god :D:D:D:D
Pra miiiim?
Tá tão lindoooo!
Amei mesmo mesmo mesmo, oh qrida tens umas mãozinhas de fada, adorei o texto :D:D:D:D
És unica qrida, simplesmente UNICA!*
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