Fim [2]
Muito tempo passara.
Continuavam amigos, mas já mal se viam e pouco sabiam um do outro ultimamente. Com a proximidade das férias, todos decidiram se encontrar e rever. Ela foi com uma amiga comum, a qual cedera a sua mão a viagem toda à rapariga que, tão nervosa, apertava como se a fosse estilhaçar.
No ponto de encontro, estavam todos menos ele. A amiga vira-se e diz que não deve vir, até que ele entra acompanhado por uma rapariga. Todos olharam a desconhecida com espanto, deixando-a transtornada. Ele esquecera tudo e, enquanto se aproximava, disse aos amigos, agarrando a rapariga pela cintura:
- Esta é a minha namorada...
Ela olhou-o, apertanto ainda mais a mão da amiga para não deixar toda aquela tarde por ali. Compraram os bilhetes e entraram na sala de cinema, a mesma sala onde tudo tinha começado, o palco de toda a primeira peça: o primeiro erro, o primeiro beijo, o primeiro toque. Sentaram-se longe um do outro. O filme começou.
Ela olhava-o discretamente e via o casal atento a todo o filme. Voltou a olhá-los e via-o irrequieto no lugar, como da primeira vez que estivera a seu lado. O pressentimento assolara-a e por isso não conseguia desviar a atenção dos 2. Viu-o aproximar-se da companheira, chegá-la para si e beijá-la. Ela começou a chorar de maneira furiosa e saíu da sala, seguida pela colega preocupada. Já cá fora, as duas abraçaram-se.
- Eles beijaram-se! Eu não suporto vê-la a beijar uns lábios... que já nao sao meus! Eu nao aguento!
Chorou desaforadamente no ombro da amiga, até que o sente atrás de si.
- Posso falar contigo?
Ela não se virou para ele nem respondeu, mas a amiga retirou-se, silenciosa e discreta. Ele aproximou-se.
- O que se passa?
Ela voltou a não responder.
- Ouve-me! Não há nada que possa fazer! Eu já fui feliz contigo, muito, mas agora... eu sou com ela, acredita...
Manteve-se calada.
- Por favor, diz qualquer coisa! - ela sentiu dor na voz dele, tal como na despedida - Porque não olhas para mim?
Ela soluçou e acabou por dizer:
- Porque não quero que me vejas a chorar...
Ele sorriu e disse, bem perto dela:
- Foi o que disseste no nosso primeiro encontro.
Ela virou-se e disse, impiedosamente:
- E é o que digo no último!
Continuavam amigos, mas já mal se viam e pouco sabiam um do outro ultimamente. Com a proximidade das férias, todos decidiram se encontrar e rever. Ela foi com uma amiga comum, a qual cedera a sua mão a viagem toda à rapariga que, tão nervosa, apertava como se a fosse estilhaçar.
No ponto de encontro, estavam todos menos ele. A amiga vira-se e diz que não deve vir, até que ele entra acompanhado por uma rapariga. Todos olharam a desconhecida com espanto, deixando-a transtornada. Ele esquecera tudo e, enquanto se aproximava, disse aos amigos, agarrando a rapariga pela cintura:
- Esta é a minha namorada...
Ela olhou-o, apertanto ainda mais a mão da amiga para não deixar toda aquela tarde por ali. Compraram os bilhetes e entraram na sala de cinema, a mesma sala onde tudo tinha começado, o palco de toda a primeira peça: o primeiro erro, o primeiro beijo, o primeiro toque. Sentaram-se longe um do outro. O filme começou.
Ela olhava-o discretamente e via o casal atento a todo o filme. Voltou a olhá-los e via-o irrequieto no lugar, como da primeira vez que estivera a seu lado. O pressentimento assolara-a e por isso não conseguia desviar a atenção dos 2. Viu-o aproximar-se da companheira, chegá-la para si e beijá-la. Ela começou a chorar de maneira furiosa e saíu da sala, seguida pela colega preocupada. Já cá fora, as duas abraçaram-se.
- Eles beijaram-se! Eu não suporto vê-la a beijar uns lábios... que já nao sao meus! Eu nao aguento!
Chorou desaforadamente no ombro da amiga, até que o sente atrás de si.
- Posso falar contigo?
Ela não se virou para ele nem respondeu, mas a amiga retirou-se, silenciosa e discreta. Ele aproximou-se.
- O que se passa?
Ela voltou a não responder.
- Ouve-me! Não há nada que possa fazer! Eu já fui feliz contigo, muito, mas agora... eu sou com ela, acredita...
Manteve-se calada.
- Por favor, diz qualquer coisa! - ela sentiu dor na voz dele, tal como na despedida - Porque não olhas para mim?
Ela soluçou e acabou por dizer:
- Porque não quero que me vejas a chorar...
Ele sorriu e disse, bem perto dela:
- Foi o que disseste no nosso primeiro encontro.
Ela virou-se e disse, impiedosamente:
- E é o que digo no último!
Afastou-se... esperou para sempre! Fartou-se de mentir!
bailarina *@ <3
adoro.te ainda mais *

